domingo, 29 de novembro de 2009

Who's to say what's impossible and can't be found ?



...Well they forgot  this world keeps spinning ...





And with each new day ... I can feel a change in everything ...
 
 
Não que esteja ainda por definição assim definido, mas eu continuo no jogo, mesmo com as viradas e reviradas. Onde e como eu irei chegar ? Olha, isso eu não sei dizer...No entanto, tenho em mim a esperança recuperada, a auto confiança resgatada e a certeza...Ah a certeza de que eu vou conseguir...Fato. Fato. Fato.
 

terça-feira, 24 de novembro de 2009

...

Todas as manhãs do mundo são sem volta. Todas elas, sem volta. Todas as manhãs e tardes e noites, e manhãs outra vez. Todas e cada uma, sem volta.


Sem volta são também as madrugadas, idênticas às manhãs que as sucederam e as sucederão. Uma a uma, repetem-se em silêncio, mas se repetem estranhamente. Repetem-se invertidas, pois não voltam. Nenhum, nenhum retorno.

E sem volta são as manhãs seguintes, e todas as outras. Inapelavelmente, sem volta. Não retornam os alvoreceres, nem os meios-dias, menos ainda as meias-noites. Recusam-se a regressar os poentes, os nascentes e tudo o que jaz entre eles.

Todas as manhãs, iguais a todas as tardes, todas as noites, todas as madrugadas. Pelas metades, inteiras ou aos pedaços, elas não voltam jamais.

Não voltam os meios das manhãs, nem seus princípios, tampouco seus termos.

Manhãs maciças, fugazes, azuis ou brancas, todas se esvaem impunemente. Nunca hão de voltar seus interregnos, intervalos grávidos de tempo, espaços ocos de haver. Não voltam, não voltam.

E não voltam as manhãs de inverno, as de verão. Não voltam jamais. Tampouco retornam aquelas manhãs cálidas, parcas, para sempre perdidas na turvação da memória. E não voltarão as outras, improváveis, que ainda restam.

Fazem-nos pouco caso as horas que se vão. Vão-se e arrastam tudo consigo. Carregam as promessas nelas embutidas e jamais cumpridas. Radical e atávica impermanência. Arrastam igualmente os olhares cúmplices que as testemunharam. Impermanecem, eles, junto a suas manhãs, lado a lado. Elas que existem apenas para nos lembrar que não regressarão jamais. E não apenas as manhãs, mas as tardes, as noites e as madrugadas. Não voltam porque são sem volta. Inapelavelmente, sem volta. Não voltam e não hão de voltar.

Mas, mesmo fadadas a não voltar, elas não desapareceram ainda. Partiram agora mesmo, mas, como por engano, ameaçam voltar sob formas insustentáveis: 7:29, 11:46, 8:37, 10:15 - cifras obtusas de uma matéria crepuscular, encarnada em manhãs outrora habituais.

Já não voltam aquelas manhãs, nem as tardes, nem as noites, menos ainda as madrugadas. Não voltam, não voltam. Não voltam jamais. Nem uma sequer.

Todas as manhãs do mundo são sem volta. Todo gesto é sem volta. Toda palavra é sem volta. Todo sacrifício é sem volta. Porque todas as manhãs do mundo são sem volta. Todas elas, sem volta. Pelas metades, aos pedaços ou inteiras, elas não voltam jamais.

Julio Groppa Aquino

domingo, 8 de novembro de 2009

I have to go

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico muda
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico.
Sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressada, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A minha vida se resume no tanto
De amor que não vivi, sofro em
Segredo por ti.
Corre o mundo lá fora (...)
E tenho minh’alma em demasiar sofrer.
Espreitando teus modos, do modo não visto
Por você.
Ocultando meus medos, para que meu segredo
Não seja descoberto e deixando que vá a versos
Esse amor temido.
Olhando sempre fotos de lembranças passadas (...)
Que jaz guardada por paredes frias em mim,
Paro.
E nesse amor que é só meu, vou podando flores,
Suportando os espinhos, criando tua imagem para
Não morre em mim de solidão.